O gosto da madrugada

Eu gosto da madrugada
Quase amanhecendo
Quando uma única estrela fria
Despede-se da noite
E o vermelho nas franjas do céu
Anuncia que lá vem o dia
 
Gosto do silêncio destas horas
Da proximidade dos sonhos
De onde acabei de apear
Ainda frescos na memória
 
Paro então e meço
O tempo escorrendo
Pingando pela calha do dia
Que se avizinha
 
E logo vem o sol em disparada
Apertando o botão da manhã
Que engrena e nos arrasta
Entre homens, signos e coisas vãs

Nenhum comentário: